"Se alguém cruzar seu caminho, não pergunte de onde veio, e sim para onde vai, para ver se podem ir juntos" frase de meu pai, simplificado de algo que leu de Nietsche.

Não percam: no final da página cliquem em postagens mais antigas para ler mais FLUPS!

Meus pacientes leitores. Muitos de vcs têm me mandado e-mails ou me ligado fazendo comentários. Tomei a liberdade de colar nos comentários alguns destes emails. Gostaria q vcs os fizessem aqui, no local indicado ao fim de cada postagem. Sei q é difícil, mas tentem. Não cliquem em cima do envelopinho com a seta, mas sim sobre a palavra comentário, mas se afinal não conseguirem, enviem os comentários para lenalebram@uol.com.br q eu os postarei..
Agradeço!



sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Leis da Lenoca 1

Se eu fosse legisladora ditaria logo uma norma: nada de elevador social e de serviços. Teríamos, sim, um para pessoas com menos de 35 anos, e outro para aquelas acima desta idade. Este, sem espelho, e além disto, com uma luz âmbar, para quem teimasse em se ver no espelhinho da bolsa. Já viram coisa mais brochante do que sua visão no espelho do elevador, com lâmpada fluorescente? Um horror: poros, rugas, frizz dos cabelos ou fios brancos, dentes amarelados, manchas na pele. Socorro senhores legisladores. Façam valer esta lei a bem da sanidade emocional dos vaidosos!

Frase muito legal

Alguém aí se identiifica com este pensamento? eu sim!
"Vou continuar, é exatamente da minha natureza nunca me sentir ridícula, eu me aventuro sempre, entro em todos os palcos."(Clarice Lispector)

colaboração de minha sensível amiga Carolina Campos

Buemba, buemba!!!

Rumores indicam que o publicitário baiano, atualmente magro, não divide mais o cobertor com a chic compradora senior da mais estrelada e grifada loja de Sampa. Será que por querer abraçar o mundo o moço não teve mais tempo para mimar a charmosa mulher???

Hora de concluir pendências.

A cidade parece estar paralisada. Algumas ações concluídas às pressas continuam inacabadas. As obras nas calçadas da Barra são uma lástima. As pedras portuguesas, que as autoridades locais não conseguem manter em ordem – embora no Rio de Janeiro e em várias outras cidades sejam lindamente preservadas – foram descartadas. Prejuízo para quem? Em seu lugar, há hoje uma laje de cimento de 5ª categoria já trincada, manchada e que empoça à mais leve chuva. Tem nela pequenas inserções de granito, praticamente invisíveis. Os recortes para os coqueiros não têm acabamento, e suas bordas já estão quebradas. Os postes estão fixados ao chão com parafusos perigosamente protuberantes. O outrora verde gramado do Farol se reduz a uma caatinga. Triste cartão postal de Salvador!

sábado, 20 de setembro de 2008

O que fazer com as bolsas?

Caros arquitetos, designers, donos de bares, restaurantes e afins. Nunca mais esqueçam: mulheres usam bolsas. E não vão ao toilette sem elas. Seja por causa do celular, do batom, de um lápis para realçar o make, de um lenço para enxugar as lágrimas, um calmante para sossegar a alma, ou por puro vício. Chegando no WC, desespero! Na maioria dos lugares públicos que se frequenta não há onde apoiá-las ou pendurá-las. E aí, o que se faz? Colocar as preciosidades - Miu Mius, Pradas, Guccis, marc Jacobs - no chão, nem pensar!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Olha o nível

Ao justificar ontem a revitalização do Pelourinho, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) disse que ali está o [bar do] Cravinho, “onde tomo minha cachaça ou mando buscar, quando quero beber no palácio”.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Continuam confundindo alhos com bugalhos. Socorro!!!

Reedito aqui meu post de Junho 29, 2007, Prá não confundir alhos com bugalhos:
Um perigo usar estas palavras em inglês sem dominá-lo. Insistem em confundir o designer com o design, ou seja, o criador com a criatura. Designer é o que cria o desenho ou projeto, como Antônio Bernardo, Phillip Stark, Cláudia Moreira Salles, etc. Design é o resultado do projeto: a mesa, a luminária, a jóia, etc. Uma pessoa jamais será um design, a não ser de Deus.

As calçadas da Barra: ai que vergonha!!!

Pensei comigo mesma: não adianta chorar pelo leite derramado. As obras estão quase prontas, portanto aceite a realidade e curta sua caminhada. Mas não dá. Não tem como ficar calada diante da tristeza de ver o enfeiamento da cidade. Não precisa ser esteta ou urbanista para atestar que a obra é feia, deselegante, pobre, e já nasce suja. As obras avançam e retrocedem a cada dia, como a comprover a falta de planejamento. Desde já, há placas de cimento trincadas e manchadas. Como não há qualquer espaçamento entre elas, a água, não tendo para onde escoar, permanece sobre o cimento, e como não é absorvida com uniformidade, mancha. Daí para o desenvolvimento do musgo, dura pouco, e olhem que tem chovido pouco... As aplicações de granito têm formas medíocres, para dizer o mínimo, e os espaços deixados para as árvores não têm acabamento algum. A base da balaustrada já está sendo pintada de branco sem ter sido recuperada, portanto "estabocada", trincada, etc. Aí vem a pergunta que não quer calar: onde foram parar as toneladas de pedras portuguesas retiradas dali? Não teria sido mais barato contratar equipe do Rio para ensinar às daqui como utilizá-las da maneira certa? Não seria bacana desenvolver aqui um curso para habilitar pedreiros na técnica? Pela lógica é claro que a água escoa livremente entre essas pedras, evitando o empoçamento. Por outro lado, os danos causados pela fixação de andaimens no carnaval podem ser corrigidos com a reposição de seções delas, e se é possível fazer-se isto no RJ e em Portugal, é viável aqui também, com o treinamento adequado. Já imaginaram como estarão essas placas de cimento depois da retirada de arquibancadas e camarotes, e da habitual "pulação" do Carnaval? Com a palavra, as otoridades!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Presidente porreta o nosso!

Enquanto isto em Brasília, o presidente Lula teima em remar conta a corrente, e declara: "Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado". Ótimo. Então ele pode declarar que defende o uso de bebida alcoólica em qualquer lugar, pois só bebe quem é viciado. Genial esse nosso presidente!

domingo, 7 de setembro de 2008

O mito no palco.

Finalmente aconteceu o show de João Gilberto em Salvador. Foram semanas de expectativa, aflições para se conseguir as entradas, especulações quanto à sua presença no palco, e até mesmo bolsas de apostas no foyer quanto ao tempo de atraso. Foram 70 minutos , o que não surpreendeu nem irritou a platéia. Joãozinho entrou desaquecido, murmurou desculpas pouco audíveis e começou a dedilhar seu violão em meio às costumeiras queixas quanto ao microfone, ajuste do som, etc. A ansiedade no ambiente era grande: tratando-se dele, sempre se espera o pior. Entretanto, o espetáculo foi crescendo e tomando forma, e estar presente foi mesmo um privilégio. À sua maneira tímida e de pouicas palavras, o artista divertiu a platéia com pinceladas de histórias e memórias compreendidas com dificuldade - além de ele falar baixo, o som estava baixo também - mas amplamente aplaudidas mesmo assim. Era muito interessante observar que João canta para seu próprio deleite. Não há roteiro, direção ou setlist: ele canta o que quer e como quer. Nos momentos que desejou, após concluir a música tocou-a outra vez, com harmonia um pouco diferente. Por adorar a canção italiana Estate, cantou-a uma segunda vez, desta traduzindo os versos que mais o encantam, como para dividir o prazer com o público. O astro naturalmente reclamou daquele ventinho que sempre sopra na cabeça dele, e parece persegui-lo, seja em Tóquio, Berlim ou NY, e que já é folclore. Ele conquistou o direito de expor suas idiossincrasias! A performance em algumas canções foi fraquinha, mas se redimia em seguida com interpretações magistrais como as de Desafinado, O Pato, Retrato em Branco e Preto, e outras onde comprovou que é único no seu estilo. Levando-se em conta só o show, se diria que o público exagerava nos aplausos, mas na verdade ali se batiam palmas gurdadas há muito tempo, para uma carreira lindamente consagrada.

domingo, 27 de julho de 2008

Convivendo com o perigo.

Sábado,19, Campo Grande, 07:30. Impedida de caminhar na Barra, devido às obras em andamento, uma senhora decide fazê-lo no Campo Grande. Encanta-se com a qualidade do piso, árvores, sombra. Após 40 minutos, se vê em meio a corre corre, gritaria e tiroteio: ladrões assaltavam algumas pessoas, e a polícia corria atrás, atirando a esmo. Volta para casa assustada e frustrada, e passa o resto do fim de semana recolhida... Domingo, 20, Campo Grande, 22:50. Duas senhoras saem do TCA, e ao se dirigirem ao carro são acompanhadas por um bêbado, e apressam o passo para escapar dele. Um moleque surge na cena como um bólido, mete a mão na camisa de uma delas e arranca-lhe do pescoço uma corrente com medalha. Após alguns minutos aparecem, em vão, alguns policiais que estavam de plantão num módulo a poucos passos do ocorrido... Segunda, 21, Avenida Paralela, 17:40. Uma advogada se dirige ao aeroporto para embarcar a fim de participar de reunião em BH na manhã seguinte. Um protesto na Paralela, liderado por residentes de bairro próximo onde houve uma chacina na véspera, paralisa as vias de acesso, o que lhe faz perder o vôo. Adia a reunião, volta para casa e dorme sobressaltada, imaginando se algo a impedirá de embarcar no 1º avião da manhã seguinte... Segunda, 21, Avenida Manoel Dias da Silva. Carros recém adquiridos pelo Estado como reforço para o policiamento são garbosamente apresentados ao público desfilando por aquela via. No afã da exibição, provocam um engavetamento de 10 dos exemplares da frota. E adivinhem quem pagará a conta... Em 1978 Renato Russo escreveu a canção "Que País É Este?..."

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína.

Lamentavelmente este verso da canção Fora da Ordem, de Caetano Veloso, não poderia descrever melhor o momento de Salvador. Há uma explosão de lançamentos imobiliários, oferecendo toda sorte de unidades, algumas com luxo e espaços para atividades inimagináveis. No que diz respeito a restaurantes e bares, dá-se o mesmo fenômeno, e não há um mês em que não se inaugurem novas casas. Shoppings cada vez mais bem equipados trazem novidades em lojas e serviços. Concessionárias oferecem carros magníficos, muitos deles importados, que se vendem como pão quente.Tudo isto gera empregos, o que é muito bom. Em contrapartida, a infra-estrutura da cidade não corresponde. É complicado bater o ponto na hora certa, utilizando o lastimável transporte público, insuficiente não só em quantidade e qualidade, senão também nas suas rotas. O trânsito, caótico em todas as áreas de maior fluxo, põe à prova os nervos de todos, especialmente daqueles que têm que cumprir uma agenda para sobreviver. A falta de ciclovias e a própria topografia da cidade inviabilizam o uso de bicicletas. Vias importantes da cidade, como a Avenida Magalhães Neto, por exemplo, não têm calçadas ou faixas de pedestre, o que obriga o cidadão que vai a qualquer local nas proximidades a colocar mais um carro no trânsito, para não ser atropelado. Calçadas, dos bairros mais ricos aos mais carentes, são esburacadas, desniveladas, tomadas pelo mato, lixo, ou inexistentes. Todos os candidatos a prefeito deveriam tentar caminhar por elas. Não só em campanhas ou no famoso corpo a corpo, e sim no seu bairro, nas imediações de seu escritório, indo a pé até a farmácia, ao barbeiro, à padaria ou a um prédio próximo. Seria um excelente treinamento para o cargo pretendido.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Pequeno dicionário para mulheres

Fazer compras é paixão da maioria das mulheres, mas diante da imposição dos fashionistas de rotular suas criações a cada estação com nomes estrangeiros, exige uma pesquisa antes da compra propriamente dita. Qual a diferença entre cache coeur, cache col e cache pot? É simples: cache em francês significa esconder, portanto, a 1ª esconde o coração (cruzando na frente sobre o colo e amarrando atrás ou na frente), a 2ª esconde o colo ou pescoço, portanto você só precisará pedir no inverno, e o cache pot esconde o pote de planta, logo, não será encontrado em loja feminina. A expressão peep toe quer dizer que o sapato tem um buraquinho na frente, por onde o dedão espia. Customizar vem do inglês customer, cliente, e significa transformar a peça até ficar a cara do cliente. Top é a parte de cima de qualquer conjunto. Não confundir com Topper, marca de roupas esportivas. Conclusão: comprar pode lhe fazer pagar grandes micos.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O que encanta as mulheres

Você ainda acha q lugar de mulher é na cozinha? Que este é um espaço onde homem não entra? Se é assim, trate de rever seus valores. No ranking das qualidades masculinas que mais pesam numa paquera bem sucedida hoje, consta o domínio de panelas, temperos e especiarias. O mulherio também morre pela boca, e se derrete com a perspectiva de um personal chef – desde que organizado e cheiroso – ainda que só em ocasiões especiais. Eis por que atualmente os cursos de culinária andam repletos de cavalheiros cheios de segundas intenções!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Lei gera corrupção, conforme previsto.

As propinas para se livrar de multa e apreensão de veículos já estão valendo: um conhecido pagou R$ 200, e os mauricinhos mostravam, na porta do Soho, que têm na carteira intocáveis R$ 500,00 reservados para aquele fim.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ainda a "Lei Seca".

Insisto em dizer: não sou contra a a aplicação de lei que limite a ingestão de álcool para aqueles que irão dirigir, mas o radicalismo é prova de inflexibilidade, o que redunda em ignorância. Alguns fatos em relação a esta recente medida me intrigam. É permitido que se beba ao portar armas?E tem mais: nos Estados Unidos custam pouco mais de cem dólares os bafômetros pelos quais a Polícia Rodoviária Federal pagou R$ 6.798,53 cada. Conhecido por etilômetro, o modelo Alco-sensor IV, igual ao da PRF, pode ser adquirido no site de compras norte-americano Ebay, acompanhado de maleta, impressora e bafômetro, por míseros U$ 152 .Exatamente igual ao modelo adquirido pela PRF. Há outros modelos ainda mais baratos. E agora só falta uma explicação: quem lucrou com esta operação de importação?

Novos restaurantes me preocupam!

A abertura de novos restaurantes na cidade é bem vinda, e, imaginando-se que os investidores pesquisam o mercado, deve ser um sinal de que a economia local está crescendo a ponto de ter público para todos. Entretanto, uma questão me preocupa. Estão colocando ênfase excessiva nos projetos de arquitetura e decoração, e esquecendo do serviço, e principalmente da razão principal pela qual se vai a um restaurante: para COMER!!! E comida tem que ter sua essência. As matérias primas, quando não respeitadas, se revoltam, e justo no seu estômago. Não se pode simplesmente querer ser moderninho e acolher todas as tendências gastronômicas num só prato. Isto é falta de cultura! Como bem disse um leitor meu, algumas destas experiências são "um verdadeiro atentado às papilas gustativas do cliente".